sexta-feira, 15 de julho de 2011

CONJUNTO UNITÁRIO EM FUSÃO



Será que o amor realmente existe?
Será que as conscidências são confundidas com amor
Ou as incompatibilidades arrogantes que fazem a confusão?
Eu não sei se amaria uma pessoa só pelas qualidades que ela tem,
Talvez isso ajude muito, mas sentimento brota...

Já pensou que se o amor não brotasse, o que seria dos menos favorecidos,
dos menos simpáticos, dos mudos, dos que perderam os movimentos,
a perna e outras coisas a mais...?
Será que o amor, não será realmente nutrido pelas qualidades e empenhos?
Quantas dúvidas me derrubam...

Acho eu, que os aparentemente normais, possuam uma fila de pretendentes,
rodeando suas portas, seus quarteirões.
Será que o amor que não brota, obedece apenas a razão?
Tantas dúvidas ainda rodeiam o meu coração, como aquela fila,
que rodeia o quarteirão dos aparentemente bons.

Será que o magnetismo e a empatia realmente existem,
para o verdadeiro amor acontecer?
Será que as pessoas só amam as que são educadas,
as que se vestem bem, as que tem fala bonita, as que andam com elegância?
São tantas as perguntas, tantas as dúvidas...

Bom seria se o amor brotasse do mistério,
do impacto, ou quem sabe da paz transmitida...
Ou talvez até pelo tormento que a outra pessoa possa lhe provocar.
Será que o tom de voz influência no amor, no respeito?
Será que a fragilidade que alguns sentem, e que os tornam inseguros,
impedem aquela fila de rodear quarteirões?

Você ama aquele petulante?
Mesmo petulante, ele te escreveu dúzias de cartas, manda milhões de e-mails
e scraps no orkut que você quase não responde.
Talvez se tivesse te enviado flores será que não as deixaria morrer a seco?

Ele gosta de John Lennon e você de sertanejo, ele gosta de praia e você acha a lua adorável, na composição das estrelas.
Será que na exigência do seu ódio estaria alguma combinação?
Então, você tem um jeito de sorrir que o deixa imóvel,
é mais viciante que cocaína, a qual ele nunca experimentou...

Você adora brigar com ele e ele adora implicar com você.
Isso tem nome. Ela ama aquele cafajeste. E ele ama aquela Sensatez.
Ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele é trabalhador,
mas não liga pra dinheiro, e dizem que ele é meio galinha.

Ele não tem a menor vocação para cavalheiro,
é apenas um príncipe desencantado e ainda assim
você não consegue despachá-lo.
Quando ele diz que você é linda, você menospreza a fala dele,
mas, no fundo derrete feito sorvete cremoso.

Ele tocava saxofone, adora conversar e se finge de poeta,
escrevendo um monte de bobagens.
Por que você ama este cara?

Não pergunte nada, sinta algo; você é inteligente.
Já leu muitos livros, se espiritualiza cada dia mais, lê revistas, jornais.
Gosta dos filmes de Sagas de Crepúsculos e daquele seriado
que sempre ele esquece o nome, acho que é Loust,
mas sabe que uma novela bem escrita também tem seu valor.

Você é linda demais. Seu cabelo loiro encanta ele e seu corpo
tem todas as curvas no lugar e agora então... está ficando modeladinho.
Independente de grana, saldo no banco.
Gosta de bons restaurantes, de música, de computador e de pessoas de bom caráter.
Você tem humor médio, não pega no pé de ninguém, só no dele.

Com um currículo desse, criatura, por que está com esse amor?
Será esse amor é o que brota? É como um lobo ruivando,
ou um tigre impetuoso, querendo suas partes vivas de volta?

O amor não deveria de ser um sentimento, mas um conjunto unitário,
em que a união de dois corações se fundissem em toda a razão.
Mas não funciona assim.
No amor não existe conhecimento, porque ele não vem pronto nem definido, exatamente por ser indefinível.

Existem pessoas e pessoas, por isso todos tem medo do amor...
Pessoas generosas, honestas existem, mas ninguém nunca vai conseguir
ser igual ao amor da nossa vida, porque com todos os medos e contigências,
ele é um só.
Bom ou ruim, doce ou amargo, ele é só um...
E ninguém consegue ser igual ao amor da sua vida.

Texto de Alexandre Diniz
15 de julho de 2011.































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